20 e poucos
Deve ser algo absurdamente comum mas, na casa dos 20 anos é que você começa a sentir o peso das chamadas relações sociais.Em casa seus pais querem que você seja o mais estudioso, prestativo e responsável indivíduo. Internet o foco é ser talentoso, ter destaque e sociabilidade. Com os amigos você deve virar uma fera que adora pirar nas baladas e entornar copos como se não houvesse amanhã. Com o namorado ... Essa parte eu não sei bem.
Uma coisa meio prateleira de DVD em que você se vê obrigado a se dividir em temas e personagens. E o pior disso tudo é que as regras de um círculo de relacionamento difere completamente das do outro. Crescemos ouvindo que ‘você pode fazer tudo que quiser’ mas, quando chega a hora de juntar-se ao mundo das carreiras profissionais percebe-se que a coisa não é bem assim. Hierarquia grita alto e você não tem direito de fazer bico, charme ou manha em frente ao seu chefe como faria com os familiares ou namorado. Obedece quem tem juízo e quando chega a sexta-feira a noite no meio da pista de dança, ninguém tem. É por essas e outras que encontramos tão facilmente por aí, pessoas incapazes de se definir. Se em cada situação é necessário optar pela ação mais conveniente, como realmente saber qual a forma verdadeira que você iria reagir se pudesse?Não tem como negar que a sociedade exige e te força a provar todos os tipos de pratos do restaurante, enquanto somente dois já satisfazem bastante a maioria. E quem não está muito a fim de ‘engolir’ tais lições emocionais, é logo taxado de alguém que faz pouco-caso das relações no geral.
Texto sem ‘pé nem cabeça’ eu sei, mas que se resume muito bem quando digo que os 20 anos são a utopia de quem tem 15, a inveja dos que possuem 30 e o inferno de quem está passando por eles.





